Piranhas AL – Aventuras no Velho Chico

Nosso time resolveu se aventurar no saudoso Rio São Francisco e como bônus, conhecer a belíssima cidade de Piranhas, na fronteira entre os estados de Alagoas e Sergipe. A cidade fica distante 267 km de Maceió, a capital do estado, e dista 220 km de Aracaju-SE o ponto inicial da nossa partida.


Piranhas é famosa como importante ponto de expressão cultural, seus prédios e casas coloridas ainda preservam as características do Brasil pré república, além da cidade de ter sido palco de constantes batalhas entre a polícia e os cangaceiros, na época em que o movimento do cangaço estava em auge nesta região do nordeste. Como já era a segunda vez que visitávamos a cidade, já sabíamos de antemão o local onde armar nossas barracas, a Pousada Trilha do Velho Chico, um local com uma vista belíssima e inspiradora para o Velho Chico, e que vem recentemente abrindo o seu espaço oferecendo uma estrutura com cozinha e banheiro para os campistas que ali decidam se estabelecer. Aliás, vale lembra que o administrador da Pousada, o Flávio, é um aventureiro por natureza! O mesmo costuma sempre desbravar o rio com seu caiaque a vela (construída por ele mesmo) em busca de novos pontos, prainhas, ilhotas, areas de camping, trilhas, etc, tudo isso para possibilitar a oferecer ao visitante da pousada a opção de um delicioso passeio de caiaque a vela pelas charmosas águas do velho chico.
A localização da pousada em si, já exala aventura. A estrada que dá acesso a mesma é de chão e vai “beirando” um desfiladeiro onde lá embaixo passa o majestoso rio.

Estrada de terra que dá acesso ao camping
Estrada de terra que dá acesso ao camping
Vista da Janela da barraca
Vista da Janela da barraca
Piscina com vista para o Rio São Francisco
Piscina com vista para o Rio São Francisco

Acordamos cedo, preparamos nosso café na cozinha do próprio camping (equipada com mesas, cadeiras, fogão e geladeira de uso exclusivo aos campistas), nosso objetivo do dia era explorar o rio. Fomos até a prainha da cidade, e de lá tínhamos várias opções de barco, lancha, catamarã, para diversos pontos do rio. Esses passeios custam entre 35 a 50 reais, a depender do ponto onde deseja visitar e a disponibilidade do barco. Fechamos negocio com dois barcos para oito pessoas, e partimos em direção a dois pontos turísticos bastante visitados: A trilha do Angico (local onde ocorreu a emboscada à Lampião e o seu bando) e o Cangaço Eco Parque.

Desbravando o Rio São Francisco - Foto Jéssica Leite
Desbravando o Rio São Francisco – Foto Jéssica Leite
Gruta do Angico
Gruta do Angico. Foto G1

indo do local que dá acesso à gruta do angico, nossa turma voltou ao barco com destino ao Eco Parque, com o intuito de almoçar e aproveitar o banho nas águas refrescantes do rio. O almoço é servido no sistema buffet, custando 33 reais por pessoa. A entrada no Eco Parque é gratuita (desde que você chegue lá de barco) e o local tem várias atrações: escaladas, toboágua, restaurante, passeio à cavalo, trilha que a Volante fez até o Angico na emboscada de Lampião, etc. Se você é daqueles que adora uma boa aventura com simplicidade e um pouco de história, garantimos que o passeio é algo que vale a pena.
Já era início de fim de tarde, quando decidimos retornar à cidade de Piranhas, onde voltaríamos a nos restabelecer no camping para depois ir prestigiar a noite da cidade, que diga-se de passagem, é recheada de cultura.
À noite, a praça principal da cidade fica rodeada de turistas, que vêm curtir os bares e a apresentação cultural que ocorre todas as sextas-feiras, onde um grupo mistura teatro (com dançarinos fantasiados de cangaçeiros), poesia, cordel, e é claro, muito forró pé de serra onde os turistas se misturam e improvisam uma quadrilha junina, finalizando com o tradicional “quebra pote”.

Noite na praça central de Piranhas
Noite na praça central de Piranhas

A Cidade de Piranhas ainda conta com algumas outras atrações. Para aqueles que querem enriquecer de informações sobre o movimento do Cangaço, vale a pena conhecer o museu dedicado a Lampião e seu bando, onde o turista poderá ler cartas autenticas, escrita de próprio punho pelo chefe do bando, conhecer história, ver objetos e armas que os cangaceiros usavam na época, além de apreciar objetos e instrumentos de pesca e artesanato que eram fabricados e usados por moradores locais em suas atividades. Falando em artesanato, ao lado do museu está a antiga estação ferroviária da cidade, onde hoje funciona a Casa do Artesanato; aqueles que adoram levar uma lembrancinha de sua viajem ou aventura, vale a pena dar uma passada por lá.
Para quem gosta de relaxar, é interessante subir no mirante da cidade pra ver o por do sol tomando aquela cervejinha gelada! A vista lá é incrível, contemplando o rio, a cidade e os morros que circundam. Vale a pena conferir!

Vista do Mirante - Foto: José Leite
Vista do Mirante – Foto: José Leite

O dia seguinte era hora de desarmar nosso acampamento, agradecer a estadia ao Flávio e toda equipe da Pousada Trilha do Velho Chico, incluindo a dócil Lila (um labrador que nos fazia companhia à noite no camping) e seguir viagem de volta a Aracaju, passando antes pelo município sergipano de Canidé, para bater aquela bela foto do gigante lago artificial, resultado da construção da Usina Hidrelétrica de Xingó.

Vista para o Lago artificial da hidrelétrica de Xingó
Vista para o Lago artificial da hidrelétrica de Xingó

Como era de se esperar, Piranhas é mesmo uma cidade encantadora! Breve estaremos de volta!

 

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